
Eu sempre quis o que não poderia ter,eu certamente sonhava, e me trancava naquele mundo,acordar pela manhã atrasada para vida,por passar toda madrugada me deliciando em uma beleza humana,sem pudor,sem vergonha,palavras misturadas a gemidos quase ouvidos pela vizinhança,e nós dois ali, misturando cheiros,saboreando a mágica medida do amor.
Não querida,não olhe o relógio agora,dizia ele com toda malícia de um moleque, segurou minhas mãos, beijo-me a face,como se tivesse certeza que era eu, com quem ele queria passar o resto da vida.
Foi tão suficiente,que me entreguei feito uma presa ferida ao caçador,e não precisei dizer uma palavra,ele sabia exatamente como tudo tinha que ser feito,entre beijos e carinhos,se ouvia claramente"Eu te amo"
Há quem arrisque dizer que fiquei cega,mas eu sabia bem la no fundo, que valeria a pena,que aquele menino de sorriso fácil, me faria sentir que eu estava viva,e então eu não quis deixa-lo naquela manhã,eu me atrasei,perdi a vida la fora, e descobrir a vida dentro de mim.






