
Mãos erradas,foi isso que feriu meu coração,construir e alimentei todas expectativas possíveis,sonhei,imaginei,quis tornar real,toda fantasia absurda que criei diante do amor que fingiu dar-me.
Passei pelas suas idas e vindas, suportando cada ferida causada pela espera,eu sempre acreditei nas suas malditas palavras de que seria pra sempre,mesmo quando você não me quis,eu quis ser o seu mundo,mesmo quando sonhava outros braços, eu quis dormir nos seus,eu quis ser sua vida inteira, por que toda minha vida era você,eu quis ser cuidada,ser amada, verdadeiramente,por que eu te amei com tudo que podia,exageramente, sem limites,somente por amor.
O que aconteceu com tudo que dizia sentir?responda- me, eu preciso saber se esse tempo todo esteve fingindo,eu não consigo acreditar que seja possível fingir amor,e não venha me dizer que amanhã ou depois, tudo estará bem,por que tem coisas na vida, que nem mesmo o tempo é capaz de nos fazer esquecer,quando eu disse que era amor,você já deveria saber que era pra sempre.
Eu odeio essa sua falta de culpa,e sua fala mansa, pra deixar claro que já não sente mais nada,odeio essa falta que me faz ouvir sua voz de criança mimada, me chamando de amor,odeio ter que suportar o fato de que mais um vez, você está saindo da minha vida,como se nada do que vivemos, tenha sido o bastante pra te fazer pensar duas vezes antes de ir,odeio essa falta de amor que existe em você, e odeio não saber como não me machucar mais uma vez.
Eu faria qualquer coisa pra que você ficasse,abriria mão de tudo,sem me preocupar com o depois,por que sei a dimensão do que eu sinto.
E odeio saber que dias vão passar,e eu estarei esperando que você volte,como todas as outras vezes, mesmo que a espera dessa vez não tenha fim,eu odeio essa certeza de que esperarei,como uma mãe espera um filho,e nada será diferente,por que o amor é assim,não existe tempo que o mate,nem espera que o acalme,ele arde todos os dias como se fosse a primeira vez.
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